terça-feira, 29 de setembro de 2015

A urgência do consumo e a customização de serviços



O poder nunca esteve tão presente nas mãos do consumidor

            Os termos são “gringos”, Tv on demand (tv sob demanda), Binge-Watching (consumo compulsivo de programas on demand), Cross media (publicidade presente em todos os veículos) entre outros, porém, com a disseminação e o acesso à tecnologia, os hábitos de consumo atuais rompem barreiras e se transformam em urgência e customização. O consumidor agora tem voz ativa, poder de seletividade, senso crítico e sabe muito bem o que quer e quando quer.

            O famoso site de streaming Netflix, que não somente disponibiliza como também produz séries, filmes, documentários e programas, através do serviço on demand na internet, analisa em dados minuciosos o comportamento de seus consumidores e afirma que possui o controle sobre o futuro do consumo televisivo, já que a internet oferece serviços ilimitados em termos tanto de opção de gêneros, quanto de flexibilidade de tempo. A “fórmula mágica” do sucesso desse tipo de serviço foi desenvolvida apenas em um procedimento primordial e simples: a observação e a adequação.

Por mais que a educação não esteja entre as prioridades do Brasil em si, o nível de escolaridade tem se mostrado em crescimento, o que faz com que consequentemente a capacidade de senso crítico também cresça. Maior grau de escolaridade, resulta em melhores condições financeiras provenientes de uma semana cheia de trabalho e estresse. A válvula de escape que sempre fora a televisão e o rádio, migrou para a internet, uma plataforma, completa, dinâmica, rápida, customizada, que une em poucos cliques tudo o que queremos, através de uma única máquina. Esse fato significa para Reed Hastings, CEO da Netflix, que o fim da transmissão da TV a cabo, através da própria TV, está próximo e que provavelmente esses canais também migrarão para a internet na próxima década.

As mudanças no estilo de vida ocasionadas pela tecnologia, exige que os meios de entretenimento e comunicação sofram adequações de conteúdo e distribuição. O fenômeno do obsoletismo não é algo novo e nunca será finito. Da mesma forma que a internet está substituindo a tv e o rádio, as cartas escritas à mão foram substituídas pelas máquinas de escrever há algumas décadas. Os produtos e serviços que consumimos necessitam de adequação, uma vez que, há uma necessidade maior, pessoal e profissional, de informação a todo momento, ao mesmo passo em que o tempo livre tem se tornado escasso.

A partir da observação dessa mudança de rotina que interfere diretamente nos hábitos de consumo em constante evolução, dois elementos se uniram, a urgência de se consumir tudo o que temos direito e a customização de todos os produtos e serviços para que se encaixem como peças de quebra cabeças em nossas rotinas, utilizando como matéria prima nada menos do que a própria tecnologia, em prol de um único objetivo, atender um público cada vez mais crítico e exigente.

E quem não gosta de sentir que possui pleno poder de suas ações e reações? A Netflix empoderou seus consumidores e os propiciou essa sensação. O poder de escolha nunca esteve tão presente nas mãos do consumidor, a preço, diga-se de passagem, bastante acessível. O monopólio das grandes produtoras que só vendiam seus filmes, séries e programas para emissoras de tv, já se encontra ultrapassado. O leque de temáticas a serem abordadas se abriu e quem ganhou foram os telespectadores com tamanha diversidade e acessibilidade.

Um comentário:

  1. Excelente texto! Eu concordo, acho que daqui um tempo, a TV a cabo/aberta será somente um "souvenir" assim como o vinil já é hoje!

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