domingo, 31 de janeiro de 2016

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Mudei de blog & de plataforma.  

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A urgência do consumo e a customização de serviços



O poder nunca esteve tão presente nas mãos do consumidor

            Os termos são “gringos”, Tv on demand (tv sob demanda), Binge-Watching (consumo compulsivo de programas on demand), Cross media (publicidade presente em todos os veículos) entre outros, porém, com a disseminação e o acesso à tecnologia, os hábitos de consumo atuais rompem barreiras e se transformam em urgência e customização. O consumidor agora tem voz ativa, poder de seletividade, senso crítico e sabe muito bem o que quer e quando quer.

            O famoso site de streaming Netflix, que não somente disponibiliza como também produz séries, filmes, documentários e programas, através do serviço on demand na internet, analisa em dados minuciosos o comportamento de seus consumidores e afirma que possui o controle sobre o futuro do consumo televisivo, já que a internet oferece serviços ilimitados em termos tanto de opção de gêneros, quanto de flexibilidade de tempo. A “fórmula mágica” do sucesso desse tipo de serviço foi desenvolvida apenas em um procedimento primordial e simples: a observação e a adequação.

Por mais que a educação não esteja entre as prioridades do Brasil em si, o nível de escolaridade tem se mostrado em crescimento, o que faz com que consequentemente a capacidade de senso crítico também cresça. Maior grau de escolaridade, resulta em melhores condições financeiras provenientes de uma semana cheia de trabalho e estresse. A válvula de escape que sempre fora a televisão e o rádio, migrou para a internet, uma plataforma, completa, dinâmica, rápida, customizada, que une em poucos cliques tudo o que queremos, através de uma única máquina. Esse fato significa para Reed Hastings, CEO da Netflix, que o fim da transmissão da TV a cabo, através da própria TV, está próximo e que provavelmente esses canais também migrarão para a internet na próxima década.

As mudanças no estilo de vida ocasionadas pela tecnologia, exige que os meios de entretenimento e comunicação sofram adequações de conteúdo e distribuição. O fenômeno do obsoletismo não é algo novo e nunca será finito. Da mesma forma que a internet está substituindo a tv e o rádio, as cartas escritas à mão foram substituídas pelas máquinas de escrever há algumas décadas. Os produtos e serviços que consumimos necessitam de adequação, uma vez que, há uma necessidade maior, pessoal e profissional, de informação a todo momento, ao mesmo passo em que o tempo livre tem se tornado escasso.

A partir da observação dessa mudança de rotina que interfere diretamente nos hábitos de consumo em constante evolução, dois elementos se uniram, a urgência de se consumir tudo o que temos direito e a customização de todos os produtos e serviços para que se encaixem como peças de quebra cabeças em nossas rotinas, utilizando como matéria prima nada menos do que a própria tecnologia, em prol de um único objetivo, atender um público cada vez mais crítico e exigente.

E quem não gosta de sentir que possui pleno poder de suas ações e reações? A Netflix empoderou seus consumidores e os propiciou essa sensação. O poder de escolha nunca esteve tão presente nas mãos do consumidor, a preço, diga-se de passagem, bastante acessível. O monopólio das grandes produtoras que só vendiam seus filmes, séries e programas para emissoras de tv, já se encontra ultrapassado. O leque de temáticas a serem abordadas se abriu e quem ganhou foram os telespectadores com tamanha diversidade e acessibilidade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Vivendo ao contrário



Sempre me senti vivendo ao contrário. E é difícil aceitar ser tão "despadronizada" assim. É complicado viver dessa maneira. Nós, os contrários, nos cobramos e nos auto pressionamos, mais do que qualquer outra pessoa. Não somos mais e nem menos do que aqueles que optam pela ordem cronologicamente reconhecida como correta de se viver, mas, diferente. Um ponto fora da curva. Um coração que anseia mais do que as coisas normais da vida. Ansiosos depressivos bipolares com uma mente criativamente ativa e uma ânsia de viver o desconhecido que não cabe no peito.

Sofremos. Pelas limitações, pela lei da gravidade, que nos impede de voar. Pelos padrões que temos que quebrar diariamente, e inclusive, nos fazem comprar brigas que não são nossas. E na tentativa, por vezes falha, de externalizar o que nos sufoca, escrevemos. Na tentativa de encontrar entre letras e vírgulas algo que irá nos salvar.


{de nós mesmos}.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A beleza histórica do interior | Queluz-SP

A história de um Brasil, onde a letra 'z' tomava o lugar da letra 's' e os casamentos eram anunciados no jornal local chamado O Moskito, sob o título de "Proclama de Casamento", ao lado da nota, ilustrada por uma caveira, informando o falecimento de um senhor, por problemas estomacais.

O trecho histórico que liga as cidades de Queluz, Areias, São José do Barreiro, Silveiras e tantas outras cidades de mesma importância cultural, exala história por entre cada tijolo de seus casarões antigos, com suas fachadas belíssimas, restauradas e conservadas, que ultrapassam os séculos.

Sempre tive o desejo de visitar essas pequenas cidades. Pequenas nas delimitações territoriais e grandiosas em questões culturais e históricas. Reservamos a última quinta-feira das férias de Julho para visitá-las, já que são próximas a nossa cidade, Cruzeiro-SP.

A ideia inicial era publicar todo o trajeto que fizemos em só 'post', porém, para não ficar extenso demais decidi dividir as publicações por cidades. Vamos viajar pela beleza histórica do interior?

QUELUZ-SP


Povoada inicialmente pelo aldeamento indígena dos índios Puri, em 1800, a pequena e calma cidade de Queluz-SP, cresceu ao redor da capela e atual Matriz de São João Batista, padroeiro da cidade.
Matriz de São João Batista - Queluz SP
Imagem retirada da internet | Fotografia por Alessandra Mafra


Há quem diga que o povoado que foi considerado vila em 1842 e município em 1876, recebeu o nome de Queluz em homenagem ao local de nascimento de D. Pedro I, o Palácio Real de Queluz (Queluz, Portugal).

O desenvolvimento econômico da cidade se deu através da cultura do café. Queluz abriga  até hoje fazendas históricas como Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata entre outras.




O atual prédio do Fórum foi construído em 1900, em estilo colonial e já foi utilizado, inclusive, como Cadeia Pública e Delegacia de Polícia.


A Estação Ferroviária de Queluz-SP foi construída em 1874, sendo a primeira estação do estado de São Paulo a ser aberta ao tráfego. Atualmente o prédio histórico abriga um espaço cultural.

Bica situada na estrada entre Queluz-SP e Areias-SP


A cidade de Queluz possui muitos outros pontos turísticos e históricos que não conseguimos visitar:

Fazendas: do Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata; 
Bica da Pedreirinha - bica d'água pura e cristalina, sua água tem propriedades medicinais; 
Casa de Malba Tahan - grande escritor e matemático, que viveu até adolescência em Queluz, 
autor de vários livros famosos, como Maktub e O Homem que Calculava; 
Ponte do Caroço - construída em pedra, muito antiga e data de construção desconhecida, 
porém de muita beleza, por sobre o Rio das Cruzes; 
Mirante do Cristo e Pedra da Mina, com quase 2.800m de altitude. 

|Informação retirada do site Turismo em São Paulo|

Mas, esses ficarão para uma próxima visita!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Vegetarianismo & receitas

Nunca me interessei por culinária. Sério. E jamais pensei que um dia iria passar a gostar.
Porém, há mais ou menos 1 ano e meio tomei uma decisão que mudaria a minha vida e a minha visão da importância da culinária em nossas vidas. E sim! Culinária também é uma terapia.

~~~

Odeio quando me perguntam: 'Mas por que você parou de comer carne?'

Dá vontade de responder com um simples e talvez mal educado: 'Porque sim' ou 'Porque eu quis!'

Fico pensando: 'Por que temos que ter uma resposta rebuscada e pautada em questões complexas ambientais e blá blá blá?'

Mas, vamos lá. Na verdade sempre quis ser vegetariana. Desde o começo da minha adolescência. De início, sem muitos motivos, queria ser vegetariana e ponto final. Mas, sempre achei impossível. Minha família é totalmente carnívora! Até ficava uma semana sem comer carne, mas na outra, ao ver o bife acebolado com gordurinha estalando para o almoço, já desistia. O tempo passou, mas a vontade de parar de comer carne não. E há mais ou menos 1 ano e meio (não guardei a data exatamente, mas lembro-me que estávamos no mês de setembro) ao sair do trabalho em um sábado, falei para meu namorado que a partir daquele momento eu não iria mais comer nenhum tipo de carne. E tem sido assim, desde então. Mas, ser adepta ao vegetarianismo não é tão simples quanto apenas decidir não comer mais carne. Não tem como falar de dieta vegetariana sem falar de suas devidas substituições na alimentação.

Confesso que parei para pensar nos motivos pelos quais me fizeram ser adepta ao vegetarianismo recentemente. E duas coisas me vêm a cabeça quando penso nesse assunto: (a falta de) humanismo & (a) cultura (do matar).

Somos criados à sombra de uma cultura em que matar é normal e a morte é servida de bandeja, literalmente, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Como se dependêssemos disso para viver. Na pré-história caçar e matar era questão de sobrevivência. Hoje, não mais! Porém estamos tão submersos na cultura carnívora como se a carne de um animal fosse a nossa única alternativa, que quando uma pessoa se torna adepta ao vegetarianismo, ela precisa ter um motivo muito forte e uma resposta muito culta para que essa seja uma decisão "aceitável".

Não entrarei no âmbito de motivos pelos quais você deve se tornar vegetariana (o) e blá blá blá. 
Mas, fica essa reflexão: Por que continuar contribuindo com a cultura antiquada de se alimentar da morte de um animal (indefeso) se atualmente existem inúmeras opções saudáveis e igualmente saborosas que, inclusive, suprem a necessidade nutricional, tanto quanto um pedaço de carne? Você está no comando da sua vida, ou está no piloto automático, apenas sendo manipulado por essa cultura? 

~~~

Após me tornar adepta dessa dieta, passei a me interessar por culinária. Não há nada mais gostoso do que comer o que nós mesmos preparamos! Como citado no início do post, cozinhar é uma terapia sim! Sempre que preparo algo gostoso, publico uma foto no instagram e tenho recebido perguntas sobre onde encontrar a receita etc. Por esse motivo resolvi colocar aqui as receitas que testo & aprovo.



Esse post foi somente uma introdução ao projeto. 
Acompanhem o blog, pois em breve publicarei as receitas! 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Um oceano no fim do caminho {assim como Neil Gaiman já havia escrito}



Vivemos a pensar quanto tempo isso vai durar!
De um sopro a vida toma forma
e assim permanece até o último suspiro

Eu quero acreditar
que existe muito mais por trás de tudo isso
Eu luto diariamente
para que eu realmente acredite

O fim faz o papel contrário do que fomos criados para acreditar
Mas ele não é a única certeza {{{é rápido & silencioso}}}

O que vivemos, isso sim, é a única certeza
O que vemos, lemos, cremos
ou somos levados a crer

---

[Escrito em 14/04/15 - 22h48 - refletindo sobre uma das piores experiências que já vivi, a perda de um grande amigo, que de maneira silenciosa, rápida e incompreensível, fora arrancado de nossas vidas. Confesso que lembrei que ele sempre passava por aqui e que gostava dos meus textos... então por esse motivo resolvi transcrever essas palavras, que estavam em uma nota no meu celular e ancorá-las aqui.Essa é para você Leo! Essa noite sonhei com você, com a 'galera', que estava completa em meu sonho e só consigo pensar em uma coisa: Saudades!]

terça-feira, 16 de junho de 2015

E há tanto {lá fora & aqui dentro}



Conflitos internos nos afastam da sanidade
Terrenos & desertos estamos longe da santidade
As barreiras transparentes não bloqueiam o nosso caminho,
e nem mesmo nos impedem de viver

E há tanto lá fora
E há tanto aqui dentro

Ambos os lados apenas esperam o dia
em que o peso sairá de nossas costas
e enfim não seja mais preciso
medir as nossas consequências

Fazemos parte de um mundo sem padrões
Nossas peças estão soltas
Colecionamos arranhões

E enquanto caímos em queda livre
na floresta de medos & incertezas
só pensamos em construir um abrigo
e conviver com a dor

Vamos fazer da fogueira
sinônimo de sobrevivência
E apenas... continuar